quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Estamos quase no final do prazo do concurso para a concessão de financiamento a Clubes Europeus relativo ao ano letivo 2013/14. O nosso projeto está a ser ultimado, mas podemos adiantar já algumas ideias do que, em breve será apresentado aqui. A ideia central é a de que Portugal sempre esteve no centro da Europa. Parece uma ideia fora do comum, mas vamos adiantar, desde já, alguns argumentos: a formação da nossa nacionalidade teve uma matriz da "europa" central - a primeira dinastia régia, começada pelo conde D. Henrique, pertencia à linhagem de Borgonha, uma das principais casas régias de "França". Portanto, antes de sermos "independentes e europeus", já o éramos... Séculos depois foi fundada a feitoria de Bruges, continuada pela de Antuérpia, ambas fazendo parte da posterior liga Hanseática. considerada como um conjunto de cidades que constituíram um centro europeu de caráter comercial e mesmo político. Aliás, Antuérpia tinha ligações muito estreitas à casa de Borgonha... Durante os descobrimentos fomos centro da Europa, quiçá do mundo inteiro, tanto que o repartimos com Espanha. Na altura, Lisboa era o centro económico e político do mundo... No entretanto tivemos sempre vultos portugueses que participaram na construção das artes, ciências e letras europeias: os filósofos Pedro Fonseca e Manuel Góis, o matemático Pedro Nunes, o cientista Garcia da Horta, a escola polifónica de Évora, um papa português, pintores como Grão vasco e Paula Rego, não esquecendo o prémio nobel da literatura José Saramago e Luís de Camões...Se os reportarmos ao presente temos "argumentos" de peso: nas eleições municipais francesas, cerca de dez mil portugueses ou descendentes estarão nas listas dos diversos partidos e alguns deles serão eleitos; no Luxemburgo a percentagem da população de origem portuguesa ascende a cerca de 20%, contribuindo para a criação da riqueza que faz deste país um dos mais bem posicionados no IDH europeu e mundial, para além dos muitos milhares de emigrantes que desenvolvem as suas atividades por essa Europa fora. A partir do que atrás ficou explícito, iremos selecionar uns quantos aspetos e personalidades mais importantes para desenvolvermos palestras e elaborarmos folhetos a relembrar e destacar o que merece ser destacado: sempres estivemos no centro da Europa e sempre contribuímos para a sua construção, nomeadamente da união europeia, ao fazermos parte das instituições políticas e económicas que lhe deram origem e consistência.

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