sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Rascunho do projeto para 2014/15
prevemos as seguintes atividades:

·         Até janeiro: preparação da divulgação dos objetivos de desenvolvimento do milénio (http://www.unric.org/html/portuguese/uninfo/roadmap.pdf
·         - Sessão de apresentação/divulgação do clube
·         Janeiro: elaborar o plano de concurso ao financiamento dos clubes europeus.
·         Março-abril: preparação das actividades apresentadas ao concurso referido atrás.
·         Maio: palestra/debate no âmbito do “ dia da Europa
·         Ao longo do ano letivo: outras intervenções/exposições em torno da temática da, através das suas personalidades mais marcantes;
·         Celebração de efemérides: Tratado de Maastricht (7 de Fevereiro), Ato Único Europeu (17 de Fevereiro),Tratado de Nice (26 de Fevereiro), Assinatura do Tratado de Roma (25 de Março),Tratado de Paris (18 de Abril), dia da Europa (9 de Maio) …
·          Calendários multitemáticos.
·         Atividades de divulgação do Centro de Informação Europeia Jacques Delors
·         Dinamização do placar do Clube
·         Continuação da edição e divulgação do blogue

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Francisco de Holanda


Luís António Verney


CARLOS RELVAS (1838-1894): um fotógrafo português de nível europeu


Carlos Augusto de Mascarenhas Relvas (pai do célebre republicano José Relvas) nasceu em 1838, na Golegã, onde mandou construir um atelier fotográfico, único no mundo devido às suas peculiaridades artísticas e monumentais.  Cada recanto deste edifício foi pormenorizadamente pensado para ser interpretado como um verdadeiro templo consagrado à fotografia. Sendo um abastado lavrador, casado com a filha dos condes de Podentes, pôde dedicar-se à fotografia sem intuitos económicos. O facto de se intitular amador dotava-o de um prestígio que os profissionais não tinham, por fazerem da fotografia o seu modo de vida profissional. Raramente encontramos outro amador - como orgulhosamente se fazia conhecer, com tanto amor à arte e à técnica fotográfica, que tenha investido tanto de si e do seu património para a desenvolver, transmitir e partilhar.
Carlos Relvas destacou-se em todos os géneros que cultivou, desde o retrato de  mendigos aos retratos de membros da nobreza,  passando pelos clichés de trechos da paisagem ribatejana às ruas movimentadas de Paris, ou registos da lua às obras de arte e do património monumental.
Através das seguintes palavras de Firmin Didot proferidas aquando da Exposição da União Central das Artes Decorativas, no ano de 1882, em Paris : «M. Relvas, cuja obra é toda portugueza e cuja escolha atraiçoa logo o archeologo, é um cavalheiro cujos trabalhos teem o caracter d´uma monographia toda escrita em honra do seu paiz. […] As riquezas decorativas que encerram as capellas não acabadas da Batalha formariam, ellas só, a mais soberba monographia.» (apud VICENTE,  1984:65-66) concluímos que Carlos Relvas era possuidor de  uma refinada cultura artística e tinha um elevado  interesse pela história de Portugal.  Carlos Relvas começou a sua atividade fotográfica no início da década de 1860 com Wenceslau Cifka, em Lisboa, já os processos fotográficos tinham passado por mais de duas décadas de transformações. Não tendo sido um pioneiro, constituiu, seguramente, um marco incontornável na história da fotografia em Portugal e, até, do mundo, uma vez que encontramos referências sobre Carlos Relvas em vários periódicos franceses e ingleses e recebeu prémios de nível internacional.Carlos Relvas era um homem cosmopolita, alguém à frente da sua época. 
Empolgado com esta invenção  recente, Carlos Relvas fez desta área artística a sua atividade prioritária.  Ao longo dos mais de trinta anos de atividade como fotógrafo amador adquiriu as melhores máquinas, montou uma importante biblioteca especializada, inventou a multiplying camera, aperfeiçoou processos, como o colódio seco desenvolvido por Russel Gordon, ofereceu  a Portugal a fototipia, edificou  três estúdios fotográficos – sendo o ex-libris a Casa-Estúdio que hoje se conserva como museu – sediado na sua terra natal, Golegã. Consciente do processo de degradação do património monumental português, analogamente às elites europeias suas contemporâneas preocupadas com a conservação do património arquitetónico e artístico dos seus países, Carlos Relvas entendeu  que os seus dotes como fotógrafo poderiam contribuir para  registo minucioso do estado dos monumentos nacionais mais identitários. 
 realista, os clichés de Relvas revelam uma excelência técnica, onde a nitidez é uma imagem de marca.


VICENTE, António Pedro (1984) - Carlos Relvas fotógrafo, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
***
Texto adaptado de um desdobrável fornecido pelos Serviços Culturais da Câmara Municipal da Golegã:
Entre 1871 e 1875, Carlos Relvas mandou construir uma Casa Estúdio de fotografia com características únicas a nível internacional, como singular é o facto de ter sido construída de raiz, como monumento aos precursores da fotografia e com o objetivo exclusivo de acolher um laboratório e estúdio dedicados especificamente ao desenvolvimento de uma arte e que propiciaram a Relvas um local de excelência para a revelação dos seus negativos e ensaio dos novos métodos daquela disciplina, simultaneamente científica e tecnológica.
No meio de um jardim romântico, com algumas interessantes espécies arbóreas e arbustívas, a Casa-Estúdio é um monumento expressivo da arquitetura do ferro (33 toneladas!) e do revivalismo de estilos, como o gótico e o mourisco, que marcaram a época, como é evidenciado pelo preciosismo decorativo e simbólico, emprestado à construção. O conjunto parece ter sido inspirado no modelo de um templo cristão. A fachada principal virada a poente, ladeada de dois "baptistérios", ostenta um pórtico decorado com um baixo-relevo representando um cavalo marinho, tendo por cima um janelão-varanda rodeado pelos bustos de Niépce e Daguerre, encimado por um interessante óculo-rosácea, onde se juntam as alas laterais que exaltam anjos segurando câmaras fotográficas.
Na nave superior, de cobertura e paredes envidraçadas, entre ferros trabalhados de forma exímia, encontra-se o esplendoroso Estúdio onde a entrada de luz natural se regula através de panos brancos, controlados por mecanismos de fios e roldanas. Nesta galeria, diante de mecanismos e acessórios fotográficos do séc. XIX, tendo como cenário telões pintados de paisagens virtuais, posaram reis e outras figuras ilustres, assim como rurais e mendigos, cujas imagens registadas por Relvas, de grande valor estético, social e etnográfico, mereceram grandes prémios internacionais e nos permitem hoje conhecer melhor a vida quotidiana das comunidades portuguesa e europeia, assim como as suas paisagens naturais, os animais, os monumentos e objetos artísticos.
Com o lavrador, cavaleiro e criador de cavalos, músico e inventor Carlos Relvas, uma das personalidades, incontestavelmente mais ilustre e multifacetada da sua época, em Portugal e na Europa, a Golegã, onde veio a falecer em 1894, passou também a figurar na história da fotografia, pela arte e pelo engenho daquele Ilustre e cosmopolita filho seu "príncipe" e embaixador.»
CASA-ESTÚDIO CARLOS RELVAS

HORÁRIO
Terça-Feira a Domingo – 10:00 às 12:30 e 14:00 às 18:00
Encerrado à Segunda-Feira e feriados.

A Hora do Conto

No âmbito das atividades do Clube Europeu, as alunas Carolina Cornacho e Laura Leitão, acompanhadas pelo professor Mário Paulos, foram contar histórias tradicionais europeias aos alunos da Escola de Montemor-o-Novo n.º 1 - Turma B. Ver aqui. Um mês mais tarde, as alunas Inês Rosa e Luísa Lindemann e o aluno Diogo Carneiro deslocaram-se à mesma escola e completaram esta atividade.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

9 de maio: Dia da União Europeia

«A Europa do futuro deve ser uma Europa supranacional» Paul–Henri Spaak (1899 - 1972) Em 1 de julho do corrente ano, a União Europeia passou de seis a 28 membros, estendendo-se do Atlântico ao mar Negro. Na UE vivem mais de 500 milhões de pessoas. No seus documentos oficiais a União Europeia afirma que procura fomentar a cooperação entre as populações europeias, respeitando e preservando simultaneamente a diversidade cultural dos seus diferentes membros. Afirma assumir o compromisso de trabalhar em conjunto em prol da paz e da liberdade, da prosperidade e da justiça social.
É preciso trabalhar e lutar para que se cumpram estes compromissos!

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Existe mais um "europeu"?! Parece uma frase - interrogação - enigmática, até atrevida mas passo a explicar: Vasco Mendonça, compositor português (ele prefere ser visto como apenas compositor*)escreveu uma ópera para o festival de Aix-en-Provence, uma das mais importantes instituições mundiais (europeias) nos domínios da arte lírica. Depois foi divulgada pela Radio France Musique e escolhida como capa da revista Opern Welt. Esta mesma obra teve estreia nacional (portuguesa) dia 21 de fevereiro, no teatro Maria Matos. Por outro lado a interrogação inicial tem mais argumentos: considera o compositor que esta obra lhe "abriu as portas" (esta expressão é da entrevistadora e, na nossa opinião modesta, está vaga; a expressão talvez pretendesse dizer as portas da Europa, dada a afirmação do compositor apresentada no início destas linhas, ao que junta um complemento à ideia, dizendo que "o seu limite artístico não é determinado por fronteiras geográficas"... Por outro lado, esta expressão leva a pensar que se parte do princípio que, para sermos "europeus", alguém ou algo deve abrir-nos portas, e não ser essa europeização/internacionalização fruto da competência, capacidade dos portugueses não europeus, ainda... O facto da pergunta ter sido posta remete-nos para um corolário que ainda persiste na nossa mente: que não estamos na Europa e precisamos de transpor portas, fechadas, que alguém faz o favor de abrir. Mas não deixa, no entanto, de ser sintomático que Vasco Mendonça sinta que tem sentido alguma desvantagem por estar a residir em Lisboa e não em Berlim, Paris ou Londres, "apesar de reconhecer que as distâncias são mais curtas hoje"**. Mais uma vez a "nossa geografia" a determinar a nossa pertença/centralidade europeia. Quanto a isto não há nada a fazer. Em alternativa só a emigração... *- ver Jornal de letras, Artes e Ideias, nº1132, pg. 23. **- idem
Agora uma referência a um outro português, iniciante europeu digo eu, mas que declina essa qualidade ou epíteto (prefiro não me ver como um compositor português mas apenas como um compositor*)- Vasco Mendonça, que escreveu uma ópera para o festival de Aix-en-provence, teve digressão europeia e apresentou-se dia 21 de fevereiro no teatro Maria Matos. Segundo a lógica dos posts anteriores, podemos dizer que este português tem as portas abertas para se tornar mais um "europeu", mesmo contrariando a sua perspetiva...Esta lógica da abertura de portas é muito interessante, dado que é o paradigma usado para outras situações: abrem-se sempre portas a alguém que não está inserido/inscrito em determinado meio, seja ele o teatro, o cinema ou outra atividade qualquer (como se teriam abeto as portas a André de Gouveia? Talvez porque o seu tio já estava no maio. E como se abriram as portas ao seu tio? Não vamos aqui aprofundar esta hipótese (fica para outra oportunidade), a da abertura de portas, mas podemos adiantar que pode ser um simples acaso, tendo por base qualidades científicas e técnicas do que "estão à porta", pois pode dar-se o caso da porta se fechar de imediato. Ainda gostaríamos de abordar, em termos de início de conversa, outro assunto: o da pretensa ou real exclusão da música portuguesa (só?!)da cena internacional/europeia *- in jornal de letras, artes e ideias, nº 1132,pg. 23

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Faz(fez) este mês anos que morreu André de Gouveia, um dos nossos importantes representantes na cultura europeia , durante o renascimento. Foi reitor da prestigiada Universidade de Paris, em 1533. Esperamos, no projeto do clube europeu, prestar-lhe uma homenagem mais digna durante a comemoração da data do seu nascimento (em 9 de junho de 1497). Para mais informações consultar http://www.infopedia.pt/$andre-de-gouveia.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Estamos quase no final do prazo do concurso para a concessão de financiamento a Clubes Europeus relativo ao ano letivo 2013/14. O nosso projeto está a ser ultimado, mas podemos adiantar já algumas ideias do que, em breve será apresentado aqui. A ideia central é a de que Portugal sempre esteve no centro da Europa. Parece uma ideia fora do comum, mas vamos adiantar, desde já, alguns argumentos: a formação da nossa nacionalidade teve uma matriz da "europa" central - a primeira dinastia régia, começada pelo conde D. Henrique, pertencia à linhagem de Borgonha, uma das principais casas régias de "França". Portanto, antes de sermos "independentes e europeus", já o éramos... Séculos depois foi fundada a feitoria de Bruges, continuada pela de Antuérpia, ambas fazendo parte da posterior liga Hanseática. considerada como um conjunto de cidades que constituíram um centro europeu de caráter comercial e mesmo político. Aliás, Antuérpia tinha ligações muito estreitas à casa de Borgonha... Durante os descobrimentos fomos centro da Europa, quiçá do mundo inteiro, tanto que o repartimos com Espanha. Na altura, Lisboa era o centro económico e político do mundo... No entretanto tivemos sempre vultos portugueses que participaram na construção das artes, ciências e letras europeias: os filósofos Pedro Fonseca e Manuel Góis, o matemático Pedro Nunes, o cientista Garcia da Horta, a escola polifónica de Évora, um papa português, pintores como Grão vasco e Paula Rego, não esquecendo o prémio nobel da literatura José Saramago e Luís de Camões...Se os reportarmos ao presente temos "argumentos" de peso: nas eleições municipais francesas, cerca de dez mil portugueses ou descendentes estarão nas listas dos diversos partidos e alguns deles serão eleitos; no Luxemburgo a percentagem da população de origem portuguesa ascende a cerca de 20%, contribuindo para a criação da riqueza que faz deste país um dos mais bem posicionados no IDH europeu e mundial, para além dos muitos milhares de emigrantes que desenvolvem as suas atividades por essa Europa fora. A partir do que atrás ficou explícito, iremos selecionar uns quantos aspetos e personalidades mais importantes para desenvolvermos palestras e elaborarmos folhetos a relembrar e destacar o que merece ser destacado: sempres estivemos no centro da Europa e sempre contribuímos para a sua construção, nomeadamente da união europeia, ao fazermos parte das instituições políticas e económicas que lhe deram origem e consistência.